Meu Deus do céu, quanto tempo não escrevo.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
VENGA
Meu Deus do céu, quanto tempo não escrevo.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Rigatoni All'Amatriciana

Um dos símbolos da cozinha do Lazio
(rendimento: 4-5 porções)
Ingredientes:
400g rigatoni
1 colher de sopa de azeite
100g de bacon cortados em cubinhos
1/2 cebola picada
½ taça de vinho branco seco
400g de tomate pelati, sem semente
1 pitada de pimenta calabresa
80g de queijo Pecorino ralado na hora
Sal e pimenta moída na hora
Coloque 4l de água salgada com sal grosso para ferver em uma panela grande.
Refogue no azeite o bacon e a cebola até dourar.
Junte o vinho e deixe evaporar para perder o álcool.
Junte os tomates e quebre-os com a colher de pau, tempere com sal e a pimenta calabresa. Cozinhe em fogo médio alto por 15 minutos.
Enquanto isso coloque a massa na água fervendo e cozinhe pelo tempo indicado.
Escorra a massa e salteie com o molho.
Sirva com o Pecorino ralado.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Fios de Pupunha São Cassiano - novidade
Fios de pupunha são gostosos, saudáveis e muito práticos.
Com ela aprendi que uma tora de palmito tem vários cortes diferentes: uma apropriada para desfiar, a parte adequada para fazer carpaccio, outra melhor para apresentá-lo em toletes....
Enfim, o difícil é conseguir sempre o mesmo padrão.
Outra amiga me enviou um e-mail dizendo que está representando uma nova linha de palmitos pupunha gourmet, o Pupunha São Cassiano desfiado. www.palmitopupunha.com
No release eles dizem que a fazenda atende a todas as normas ecológicas, e possui o Selo Verde, lavoura registrada no IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente), além do Certificado Kosher (Lei judaica de alimentação).
Vou experimentar!

sexta-feira, 20 de março de 2009
Capelli D’Angelo Gratinati -curso básico 19mar2009

Ingredientes:
500g de Cabelo de anjo
1,750 L de Leite integral
300g de Presunto fatiado e cortado em juliana
300g de Queijo mussarela fatiado e cortado em juliana
Molho de tomate consistente
Noz moscada ralada, o quanto baste
Sal, o quanto baste
300ml de Molho bechamel
Finalização
Pesto
Tomate concassé
Folhas de salsinha
Corte as fatias de presunto e queijo em Juliana.
Ferva o leite com sal em uma panela alta.
Quebre a massa com as mãos para que não se grudem na hora do cozimento.
Adicione a massa ao leite fervente e mexa.
Cozinhe por 5 minutos ou até que a mistura fique cremosa e a massa fique al dente.
Corrija o tempero com sal e nóz moscada.
Empratamento e apresentação:
Cubra um tabuleiro, bem untado, com metade do macarrão.
Adicione uma camada de presunto e outra de queijo.
Cubra o queijo com molho de tomate
Finalize com outra camada de massa.
Cubra com molho bechamel e salpique queijo grana padano ralado por cima.
Gratine em forno pré aquecido a 200ºC por 15 minutos, ou até que esteja corado.
Decore o prato com pesto e sirva com tomate concassé e uma folha de salsinha.
É importante que o leite adquira cosistência de creme ao final do cozimento.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Risotto de gorgonzola e abóbora confitada - curso básico 12mar2009

(rendimento: 5 porções)
Ingredientes:
80g de manteiga
100g de cenoura, cebola, aipo, tomilho e alecrim picados finamente
500g de arroz arbório ou carnaroli
250 ml de vinho branco de boa qualidade
*Caldo de frango quente
500g de abóbora japonesa (kaboshan) em cubos de 2cm²
100g de queijo gorgonzola
Cubos de abóbora japonesa fritos
15ml azeite extra virgem
Pimenta moída na hora
Preparo:
Pique os legumes micro picados.
Aqueça a manteiga junto com os legumes picados em uma panela larga e baixa sobre fogo baixo, mexendo sempre. Não deixe dourar.
Quando os legumes tiverem exalado seu aroma e estiverem bem macios junte o arroz. Refogue o arroz até que esteja transparente por fora e branco por dentro.
Adicione o vinho e misture, sobre fogo alto.
Quando o vinho tiver sido absorvido adicione o caldo quente, aos poucos, e continue mexendo.
Quando o arroz estiver al dente junte mais um pouco de caldo, a abóbora cozida e o gorgonzola. Misture bem para dar cremosidade.
Guarneça com os cubinhos de abóbora fritos, um pouco de azeite extra e pimenta do reino moída na hora.
CUBOS ASSADOS DE ABÓBORA
Ingredientes:
Abóbora japonesa (kaboshan) em cubos de 2cm² – 1kg
45ml de azeite
1g de sal grosso
Pimenta do reino moída na hora
2g semente de coentro amassadas
1 ramo de tomilho
Corte a abóbora limpa em cubos de 2cm² e coloque-os em um tabuleiro com o azeite, sal grosso, pimenta e sementes de coentro amassadas. Cubra com o tomilho.
Asse em tabuleiro descoberto à 150ºC. Estará pronto quando os cubos de abóbora estiverem macios e levemente dourados.
CUBINHOS DE ABÓBORA FRITOS
Ingredientes:
Abóbora japonesa (kaboshan) – 0,255Kg de abóbora em cubos de 0,5cm²
Óleo para fritar
Preparo:
Frite os cubinhos de abóbora e escorra em papel de cozinha.
*CALDO DE FRANGO para o risotto
Ingredientes:
1 frango inteiro – cortado em pedaços, sem excesso de gordura ou miúdos
1 cenoura, limpa, cortada em pedaços
2 talos de aipo, limpo, cortado em pedaços
1 cebola, limpa, cortada ao meio
1 dente de cravo
2 dentes de alho
Folha verde de em alho poro, limpa
1 folha de louro
1 ramo de tomilho
Preparo:
Limpe bem os legumes e corte-os em quartos. Espete o dente de cravo em um quarto de cebola.
Amarre as ervas na folha de alho poro.
Coloque legumes, pedaços de frango, ou galinha, e ervas em uma panela alta, de fundo grosso. Cubra com 2 dedos de água.
Coloque sobre fogo baixo até abrir fervura e desligue o fogo. Deixe em infusão até atingir 70ºC. Passe no chinois e reserve refrigerado até a hora de usar o caldo.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Almoço Thai X Almoço Brasileiro – Viajando na cozinha com Sasiporn

Sou voluntária em um programa de intercâmbio cultural chamado AFS Intercultural Programs www.afs.org.br, com o qual viajei quando tinha 17.
Foi um marco na minha vida. Adolescente naquela época, o mundo já estava se abrindo para mim, mas conhecer outro país da forma como conheci mudou minha perspectiva profundamente. Fiz parte de uma família que não conhecia antes por um ano, estudei em um colégio como se o tivesse freqüentado desde pequena e fiz o que pude para aprender uma língua diferente e entender todos os códigos de uma cultura nova para mim.
Tive muita sorte, morei em San Francisco, Califórnia, com uma família que tinha a mesma estrutura que a minha – pai médico, mãe, três filhos, classe média. Estudei em uma escola pequena como a que freqüentava em São Paulo, uma das melhores da cidade.
Fui feliz de ser recebida com entusiasmo. Passei e ultrapassei por todas as dificuldades de adaptação intrínsecas a um intercâmbio e cresci neste ano como não poderia imaginar que cresceria. Além da janela aberta para o mundo adquirida junto com a nova língua eu acabei desenvolvendo outros lados da minha personalidade, e dons que eu não sabia que existiam.
Convivi rodeada por pessoas que não conheciam quase nada sobre mim, sobre minha família ou minha cultura. Lidava com elas sem a mesma moldura que me continha e com a qual estava acostumada. Para o meu pai americano Brasil era Carmen Miranda, o estereótipo da brasileira tropical que eu mal conhecia. Não tivemos saída; eles foram me descobrindo aos poucos, ao mesmo tempo em que eu ia me adaptando a realidade deles. Somente na volta para o Brasil, quando me deparei com as antigas referências, é que me dei conta das transformações que haviam ocorrido em mim. Não foi nada fácil, mas foi um barato, outra etapa da viagem.
Hoje estou muito contente. Estou podendo contribuir para que outros estudantes, brasileiros e estrangeiros, possam ter a oportunidade de viver uma experiência rica como foi a minha.
Contribuindo como? Sendo voluntária do mesmo AFS que é um programa sem fins lucrativos, baseado em voluntariado.
Trabalho para o comitê do Rio de Janeiro, exercendo atualmente algumas funções como a de vice-presidente e de conselheira. No momento minha aconselhada é uma tailandesa doce doce.

Sherry esta tendo a sorte que tive. Mora em uma cidade especialmente bela, com cidadãos de cabeça aberta, cativantes, estuda em uma das melhores escolas do Rio e tem uma família carinhosa que está feliz em recebê-la.
Em comum também temos a paixão pela cozinha. O sonho de Sherry é ser cozinheira profissional. Quando soube fiquei logo entusiasmada. Conversamos muito por e-mail antes de ela chegar e combinamos com sua mãe hospedeira de fazermos um almoço Thai para apresentá-la aos amigos da família.
Na bagagem Cherry trouxe dois livros, escolhemos algumas receitas e fizemos a lista de compras. Pronto, nossa viagem gastronômica começou.

Na bagagem Cherry trouxe dois livros, escolhemos algumas receitas e fizemos a lista de compras. Pronto, nossa viagem gastronômica começou.
Aconselhada pelo amigo e ex-aluno, com muito orgulho, David Zisman – dono e chef do Nam Thai www.namthai.com.br – fomos fazer compras no mercado oriental Mei-Jo
Rua Marques de Abrantes, 219 ljs c/d.
Flamengo - Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 2551-2824
Sábado de manhã chegam os legumes, fresquinhos. O lugar, pequenininho, fica repleto de orientais, mais poucos ocidentais, perdidos como eu, ou não. Rezei para encontrar a mãe de um amigo, D. Teresa, ela mora perto. Não, ela não estava lá. Um simpático médico formado em Hong-Kong nos desvendou os caminhos e esconderijos do mercado, nos deu dicas, nos apresentou ingredientes e nos fez comprar uma fruta deliciosa Olho de Dragão, ou longan (Dimocarpus longan Lour). Parente da lichia e do guaraná . Oba! Nossa sobremesa estava resolvida.
foto da longan: homensmodernos.wordpress.com/2008/03/page/3/
Já mais tarde, na cozinha, nossa menina parecia um carnerinho saltitante, como Eloisa já a descreveu. Entusiasmada misturava, aromas, pulava com resultados que considerava satisfatórios.
Aos poucos fui me dando conta de que realmente todo meu referencial culinário oriental é japonês e indiano.
Aprender a linguagem de uma cozinhar de outra cultura é um pouco como aprender a se expressar em uma língua diferente. Os temperos e a base são interiorizados aos poucos, devagar. A que se ter paciência.
Cherry tem de acreditar que estará falando português daqui a alguns meses, e, quem sabe, também cozinhando um pouco de comida brasileira.

Para acelerar estes conhecimentos promovi o encontro dela e dos estudantes estrangeiros que já estão no Rio a seis meses com um almoço bem brasileiro feito por nós duas: arroz branco, feijão preto com paio e lombo salgado, farofa, couve e laranja, de sobremesa pudim de leite.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Uma Semana em Lisboa
Desta vez meu amigo, chef Vitor Sobral, me convidou para fazer dois jantares brasileiros, 23 e 24 de janeiro, no seu Terreiro do Paço em Lisboa. www.vitorsobral.com www.terreiropaco.com
INÍCIO DA VIAGEM:
Conheci Vitor em 1994, quando eu trabalhava para o Grill One, restaurante carioca de um empresário visionário.
Williams, sócio-diretor do Grill One, ao saber estava indo para a Europa nas férias me pediu para ir à Lisboa conhecer o chef que viria fazer um festival português conosco. Fui contente, nunca tinha ido a Portugal, e assim, sem pretensões, marquei uma breve reunião com o chef executivo do Sofitel.
Qual não foi meu espanto quando se apresentou como o chef executivo do hotel um rapaz novinho de 25 anos. Nossa reunião foi uma boa providência, pois descobri imediatamente que falávamos os dois português, mas certamente não era a mesma língua.
Voltei para o Brasil pronta para organizar o festival, com a lista de ingredientes traduzida e conhecida e com esperanças de fazer um bom trabalho.
O festival foi um sucesso, Vitor e nossa equipe na cozinha, apresentando a verdadeira cozinha portuguesa em releitura mais leve, o famoso fadista Carlos do Carmo na sala. Foi um privilégio e uma sorte. Quem foi não esquecerá.
(Ciça Roxo, Leonor Tasca e Vitor Sobral - aulas nas Queridas Primas 1995)
Eu e Vitor nos demos tão bem que resolvemos que ele haveria de fazer outros festivais no Brasil. Na época eu tinha minha escola de gastronomia, Queridas Primas, e por ser de paulista, planejamos fazer o próximo festival em São Paulo, com sequência de aulas na minha escola no Rio.
(cardápio festival A Nova Cozinha Portuguesa, São Paulo 1995 - foto: Reinaldo e Thais Mandacaru)
O projeto audacioso deu certo.
Graças à dica da colunista de gastronomia do Globo da época, Ana Cristina Reis (hoje em dia editora do Caderno Ela). Ana Cristina me sugeriu que entrasse em contato com um colega, Josimar Melo josimarmelo.blog.uol.com.br, e ele saberia me dizer aonde hospedar o festival. Josimar e Sofia Carvalhosa, naquele momento sua esposa, foram muito gentis e me guiaram. Acabou que contratei Sofia para fazer a assessoria de imprensa, a versão paulista do festival A Nova Cozinha Portuguesa foi um grande sucesso. Alí outras grandes amizades e novas viagens iniciaram.
(Vitor Sobral, Josimar Melo, Sofia Carvalhosa, Ciça Roxo - L'Arnaque 1995)
(Vitor Sobral e marília Gabriela em seu programa - 1995)

